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Cristovão Tezza é um dos mais conceituados escritores brasileiros contemporâneos e O Filho Eterno é uma prova disso. O livro é um corajoso relato autobiográfico, narrado em terceira pessoa. Na sala de espera, entre um cigarro e outro, o protagonista está prestes a ter seu primeiro filho. Ao ver o médico, ele pergunta se está tudo bem, mas não tem dúvidas da resposta positiva. Em sua cabeça, já imagina o filho com cinco anos, a cara dele. Enquanto ainda tenta se acostumar com a novidade de ter se twister pai, ele tem que se habituar com outra idéia: seria pai de uma criança com síndrome de Down. A notícia o desnorteia e provoca uma enxurrada de emoções contraditórias. "Um filho é a idéia de um filho; uma mulher é a idéia de uma mulher. Às vezes as coisas coincidem com a idéia que fazemos dela, às vezes não." Em O Filho Eterno, Tezza expõe as dificuldades, inúmeras, e as saborosas pequenas vitórias de criar um filho com síndrome de Down. Aproveita as questões que aparecem pelo caminho nestes 26 anos de seu filho Felipe para reordenar sua própria vida.

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Natural Flights of the Human Mind: A Novel

Peter Straker lives in a switched over lighthouse at the Devon coast with an excellent view of the ocean, cats, and no friends. that is simply the way in which he likes it. He speaks to not anyone other than in his desires, the place he converses with the various seventy-eight humans he believes he killed approximately a quarter-century past -- notwithstanding he cannot really bear in mind the way it occurred.

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The Prose Edda: Norse Mythology (Penguin Classics)

Written in Iceland a century after the shut of the Viking Age, The Prose Edda is the resource of such a lot of what we all know of Norse mythology. Its stories are peopled by way of giants, dwarves, and elves, superhuman heroes and indomitable warrior queens. Its gods reside with the tragic wisdom in their personal approaching destruction within the cataclysmic conflict of Ragnarok.

Kristin Lavransdatter: (Penguin Classics Deluxe Edition)

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Não somos vagabundos — dramatiza. — Estamos há três dias montando uma peça no Teatro Paulo Eiró. Direção de W. Rio Apa. Aqui está. — Abre rapidamente o jornal com as mãos trêmulas, acha o caderno de cultura e mostra a notícia discreta, num canto de página. Insiste, apontando já agressivo para o proprietário: — Como é que só hoje ele descobriu que a casa está invadida? O porão foi um empréstimo do verdadeiro dono da casa. — period difícil explicar aquilo, ele não conseguia esmiuçar os detalhes, e o delegado, depois de uma rápida avaliação da importância da notícia no jornal (que period enfim nenhuma), olhou para o garoto já beirando a fúria: o que esse pirralho está querendo? Estou dando uma likelihood para ele sair daqui. — Você tem o contrato de locação? Algum documento que turn out o empréstimo? Hein? Silêncio. O homem virou-se para o policial, o braço sacudindo-se no mesmo gesto irritado: — Leve esse povo de volta e que desocupem o beco. Sumam daqui que ecu tenho mais o que fazer. O futuro escritor ainda tentou contestar o veredito de Salomão, erguendo o queixo para uma última apelação, mas o policial — um sujeito grande e que se revelou surpreendentemente bonachão — arrastou-o suavemente dali, e ao grupo em seguida, quase como um amigo que conduz a turma para um passeio ou para uma cerveja, praticamente abraçando-os enquanto caminhava. Cochichava: — Vamos nessa, pessoal, antes que o homem fique brabo. Agora vai todo mundo na cabine da frente! São meus convidados. A escolta do despejo, um motorista e um policial armado, iria em outro carro, um fusca. Num momento, o policial voltou-se para o negro do grupo, que ia no banco de trás. — Me diga, negão (olhe, estou chamando você de negão mas pode me chamar de polacão, pra mim é tudo brasileiro e tudo igual), me diga, você não puxa um fuminho de vez em quando, não? Esse pessoal de teatro european conheço — e seguiu-se uma risada comprida e compreensiva. — Uma vez pegamos uns atores da Globo, cara! gente importante pra caralho! — e os braços enormes do polaco giravam o volante nas esquinas escuras de Vila Mariana, enquanto ele conversava como se estivesse num bar. — Rapaz, o que tinha ali de bagulho! — outra risada desarmante. — Nós somos tudo gente séria — disse uma voz insegura do banco de trás, sem acreditar no que dizia. O medo daquela prisão absurda ia se desfazendo, deixando ainda um rastro trêmulo no corpo que escapa. E o candidato a escritor pensava no que fazer com a trupe, em São Paulo, na rua, de madrugada, aquele bando de maloqueiros, e ele riu, nervoso. Redistribuir pela cidade. — Vocês ainda tiveram sorte — e o polaco diminuiu a velocidade num momento, o braço avançando sobre as cabeças ao lado para mostrar o prédio na calçada, o famigerado DOI-Codi, mais uma República paralela do país. — Nesse lugar aí até filho de normal dança. Os caras batem com força. period um despejo de mochilas, agasalhos, travesseiros e cobertores, e um violão, tudo socado nos fundos da version. Ele telefonou ao guru, que deu as instruções: iriam todos para onde ele estava.

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